Existe uma economia invisível dentro da agenda da sua instituição.

Quando uma instituição de saúde pensa em crescimento, a conversa normalmente começa por fora da operação: como atrair mais pacientes, como aumentar agendamentos, como ampliar a presença da marca. Todas essas perguntas podem ser legítimas. Mas existe uma pergunta anterior que costuma receber menos atenção: quanto da capacidade que a instituição já possui está sendo efetivamente utilizada? Uma agenda cheia no sistema não significa necessariamente uma operação cheia na prática. Entre o horário disponível e o atendimento realizado existem várias etapas onde a perda pode acontecer. É aí que surge uma economia invisível: parte do potencial operacional já contratado pode não estar sendo convertido em atendimento.


Capacidade instalada também precisa ser gerida

Uma instituição mantém estrutura, pessoas, sistemas e processos para atender. Boa parte desses custos existe independentemente de um horário específico ser ocupado ou não. Quando um atendimento não acontece, nem todo custo desaparece junto. Antes de expandir capacidade, faz sentido entender a utilização da capacidade atual. Antes de aumentar a demanda, faz sentido descobrir quanto da demanda existente se perde ao longo da jornada. Não se trata de defender crescimento sem investimento. Trata-se de impedir que expansão e desperdício cresçam ao mesmo tempo.


A diferença entre agenda ocupada e agenda realizada

Agendamento é intenção. Atendimento é realização. Entre os dois existe o comparecimento. Uma instituição pode ter alta procura e grande volume de marcações. Ainda assim, se uma parcela relevante não se converte em atendimento, a capacidade planejada e a capacidade utilizada começam a se afastar. Essa diferença precisa ser visível para a gestão, não apenas como taxa geral de faltas, mas como parte da leitura de produtividade: quanto da agenda é ocupada, confirmada, realizada, ociosa, recuperada?


O crescimento que não aparece no faturamento

Existe um tipo de crescimento que costuma receber menos atenção porque não vem acompanhado de uma nova unidade ou campanha. É o crescimento gerado pela melhor utilização da estrutura existente. Uma agenda mais previsível permite decisões melhores, uma desistência identificada antes abre espaço para outro atendimento, uma comunicação mais clara reduz incerteza. Nenhuma dessas mudanças parece tão visível quanto abrir uma nova unidade. Mas, juntas, podem alterar a qualidade econômica da operação. Eficiência é menos fotogênica do que expansão. E, muitas vezes, mais urgente.


A economia invisível não aparece sozinha

É preciso conectar ocupação a comparecimento, comparecimento a atendimento, atendimento a utilização da capacidade, e utilização da capacidade ao resultado. Quando essa relação fica clara, o gestor consegue enxergar perdas que antes pareciam parte natural da rotina. Antes de buscar mais capacidade, estamos usando bem a capacidade que já temos? Em muitas operações, a próxima oportunidade de crescimento talvez já esteja dentro da agenda.

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